JOSÉ ANTÔNIO MARQUES DA SILVA GUIMARÃES

  

José Antônio Marques da Silva Guimarães, deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa, sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos, de 1837 a 1885, que, sem abdicar de suas funções sacerdotais, desposou Maria da Conceição Gomes Mariz, em 1838, de cuja união nasceram catorze filhos e uma destacada, diversificada e numerosa descendência na Paraíba e no Rio Grande do Norte (entre eles os governadores João Agripino Maia, Tarcísio Maia, Antônio Marques da Silva Mariz e José Agripino Maia, os deputados José Mariz, Isaias Silva, Gervásio Maia, os historiadores Celso Mariz e Wilson Seixas, Octávio Mariz – líder da revolução de 1930 na cidade de Sousa como líder radical do Jornal de Sousa, o compositor e cantor José Ramalho Neto – Zé Ramalho), agregando membros das famílias Rocha, Garrido, Sá, Meira de Vasconcelos, Melo, Rangel, Aragão, Pordeus, Rodrigues Seixas e Formiga. Sua vida não apenas marcou época.
   Ele soube fazer época e obteve da comunidade a aprovação aos seus atos. Se não cumpria fielmente os preceitos da Igreja Católica, no que diz respeito ao celibato, cumpria exemplarmente os demais compromissos, com aguçada inteligência, coragem inabalável e elevada capacidade de trabalho, tudo empregado na defesa do seu extenso domínio paroquial. Por isso era respeitado, ouvido e aclamado, como homem desassombrado, que chegava a levar a mulher e os filhos para as mais concorridas cerimônias religiosas.
   Conhecido como o vigário casado de Sousa, padre José Antônio exerceu quatro mandatos como deputado provincial, foi fundador e sustentáculo do Partido Liberal em Sousa e primeiro prefeito da cidade, além de presidente da Assembleia Provincial e, nessas circunstâncias, presidente provisório da província.
    Isso é que é “escrever certo por linhas tortas”.




(Extraído do livro "NOS CAMINHOS DO VIGÁRIO JOSÉ ANTÔNIO" , Emmanoel Rocha Carvalho, História da Paraíba, 256 pgs, 2006, Editora Universitária/UFPb).


Pelo fato de ser padre, alguns dos primeiros descendentes, muito conservadores, tentaram a todo custo apagar a memória do vigário e da esposa Maria da Conceição Gomes Mariz da história familiar, embora o Vaticano fizesse "vistas grossas" à desobediência dele ao celibato. Talvez o preconceito de algumas matriarcas, que abominavam descenderem de um padre, seja o motivo de pouquíssimos terem o registro visual do casal. Esta imagem é rara.
"durum est veritatem sed est verus"

VIGÁRIO JOSÉ ANTÔNIO MARQUES DA SILVA GUIMARÃES (o vigário casado de Sousa).
*06/10/1806, Sousa / Paraíba - +28/10/1888, Sousa/Paraíba).


Filho do português Luiz Antônio Marques da Silva Guimarães e da sousense Joaquina Francisca de Sá (descendente do português José Gomes de Sá, que, ao lado de Bento Freire de Sousa, foi fundador da povoação de Sousa/PB).
Irmão de Benedito Marques da Silva Acauã, de quem descende João Belchior Marques Goulart - o nosso ex-presidente Jango).

Meu trisavô pelo ramo paterno, o tronco do ramo materno do meu pai. Pai de Joanna Marques Guimarães Rocha (casada com Luiz Ferreira Rocha), mãe de Joana -Geni - Rocha e Silva (casada com Basílio Silva), mãe do meu pai, Isaias Silva.

“Homem corajoso, poucos anos após ordenar-se padre, da Ordem de São Bento, o vigário José Antônio resolveu enfrentar uma sociedade altamente conservadora, em Sousa, no alto sertão da Paraíba.
Cheio de vontades e de ideias próprias, mas sem abdicar do exercício do sacerdócio, o vigário José Antônio resolveu desposar Maria da Conceição Gomes Mariz - roubando-a da casa dos pais, em Olinda, Pernambuco, por volta do ano de 1838 - e, com ela, constituir urna família que fez história no longínquo sertão da então pequenina Parahyba do Norte.
Da união, nasceram catorze filhos, todos em Sousa, aos quais dedicou todo o amor possível, ao lado da prática sacerdotal que exerceu na localidade por, no mínimo, cinquenta anos (no livro mais antigo que pesquisei na Igreja Nossa Senhora dos Remédios, ele aparece corno sacerdote no período de 1835 a 1885)”.
(nota do autor, no livro "Nos Caminhos do Vigário José Antônio", História da Paraíba, Emmanoel Rocha Carvalho, 256 pgs, 2006, Editora Universitária / UFPB).

José Antônio Marques da Silva Guimarães, deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa, sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos, de 1837 a 1885, que, sem abdicar de suas funções sacerdotais, desposou Maria da Conceição Gomes Mariz, em 1838, de cuja união nasceram catorze filhos (quinze com o que teve fora do casamento) e uma destacada, diversificada e numerosa descendência na Paraíba e no Rio Grande do Norte (entre eles os governadores João Agripino Maia, Tarcísio Maia, Antônio Marques da Silva Mariz e José Agripino Maia, os deputados José Mariz, Gervásio Maia, os historiadores Celso Mariz e Wilson Seixas, Octávio Mariz - líder da revolução de 1930 na cidade de Sousa como líder radical do Jornal de Sousa, o médico Isaias Silva (pai do artista) - professor titular de otorrinolaringologia da UFPB, de resoluta atuação na constituinte paraibana de 1947, quando deputado, o compositor e cantor José Ramalho Neto - Zé Ramalho), agregando membros das famílias Rocha, Garrido, Sá, Meira de Vasconcelos, Melo, Rangel, Aragão, Pordeus, Rodrigues Seixas e Formiga. Sua vida não apenas marcou época. Ele soube fazer época e obteve da comunidade a aprovação aos seus atos. Se não cumpria fielmente os preceitos da Igreja Católica, no que diz respeito ao celibato, cumpria exemplarmente os demais compromissos, com aguçada inteligência, coragem inabalável e elevada capacidade de trabalho, tudo empregado na defesa do seu extenso domínio paroquial. Por isso era respeitado, ouvido e aclamado, como homem desassombrado, que chegava a levar a mulher e os filhos para as mais concorridas cerimônias religiosas. Conhecido como o vigário casado de Sousa, padre José Antônio exerceu quatro mandatos como deputado provincial, foi fundador e sustentáculo do Partido Liberal em Sousa e primeiro prefeito da cidade, além de presidente da Assembleia Provincial e, nessas circunstâncias, presidente provisório da província.
Isso é que é “escrever certo por linhas tortas”.

SEUS FILHOS DO CASAMENTO COM MARIA DA CONCEIÇÃO GOMES MARIZ:

Joaquina Francisca de Sá, na Vila de Sousa, em 31/01/1839.

Luiz Antônio Marques da Silva Guimarães, na Fazenda Lagoa Redonda, da Vila de Sousa, 06.08.1840.

Francisca de Jesus Maria Marques, na Fazenda Lagoa Redonda, na Vila de Sousa, em 25.10.1841.

José, idem, idem (tal como está no manuscrito), na mesma fazenda, em 29.09.1842.

Maria, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 09.12 1843
Antônia, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 24. 12. 1844.

Manoel, idem, idem, idem , na Vila de Sousa, em 17.06.1846.

*JOANNA MARQUES GUIMARÃES ROCHA, casou-se com Luiz Ferreira Rocha (meus bisavós do lado paterno, pais de Joana -Geni, minha avó paterna). Bisavós de Emmanoel Rocha Carvalho (autor do livro "Nos Caminhos do Vigário José Antônio"). De onde provêm os Rocha, de Sousa/PB. idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 30.04.1848.

Cândida, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em11.10.1849.

*ANTÔNIO MARQUES DA SILVA MARIZ, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 02.11.1851.
Tornou-se médico e ficou conhecido como Dr. Silva Mariz. Tronco dos Mariz Maia. Casou-se duas vezes. Do primeiro casamento com Leopoldina Carolina de Araújo Mariz deixou os seguintes filhos: Sylvia, Angelina Mariz Maia - avó paterna de Yara Mariz Maia, Fabiola Mariz Maia, Toinho Mariz, Cezario Mariz Maia, Américo Maia, Luciano Mariz Maia, Lourdes Bonavides Mariz Maia (cujos padrinhos de batismo foram meus bisavós paternos, Luiz Ferreira Rocha e Joanna Marques Guimarães Rocha - irmã de Dr. Silva Mariz) e Octávio Mariz (farmacêutico, grande proprietário de terras, que, dentre tantas ações generosas, doou as terras para a fundação do povoado de Marizópolis, hoje distrito da cidade de Sousa, com o mesmo nome).
Do seu segundo casamento com a sobrinha Emília Marques Mariz, filha de sua irmã Auta, deixou dez filhos:
Deputado José Marques da Silva Mariz (que dá nome ao plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba-veja mais: http://brunosteinbachpublicacoes.blogspot.com.br/2009/11/deputado-jose-mariz.html). Maria Emília Marques Mariz, Maria Augusta Marques Mariz, Antônio, Maria de Lourdes (avó de Padoca Mariz, Graco Mariz, Syllas Mariz, Gúbio Mariz ), José, Firmino, Maria Ignez, Maria Antonieta II, Maria Dolores e Maria Mercedes.

Auta, idem, idem idem , na Vila de Sousa, em 28.05.1853.

Marcionila, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 26.09.1854.

Anna, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 31.01.1856.
Bisavó do músico, cantor e compositor José Ramalho neto (Zé Ramalho).

Boaventura, idem, idem, idem, na Vila de Sousa, em 1857.

Além desses, ele anotou de próprio punho outro filho mais velho, que tivera antes de casar-se:
Anélio Marques da Silva Guimarães, no lugar "Barriguda", da então Província do Rio Grande do Norte - hoje Alexandria, em 03.10.1832, nascido do ventre de Caetana Gonçalves do Amaral.

Fonte:
(livro "Nos Caminhos do Vigário José Antônio", História da Paraíba, Emmanoel Rocha Carvalho, 256 pgs, 2006, Editora Universitária / UFPB).
Emmanoel Rocha Carvalho foi gerente geral do Banco do Brasil em João Pessoa, PB. É professor universitário e auditor contábil do Tribunal de Justiça da Paraíba.
O prefácio do livro é do historiador José Octávio de Arruda Mello, com edição e revisão de Evandro da Nóbrega
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